Sunday, May 27, 2012

Existe um número aceitável de vezes para assistir 500 Dias com Ela ou depois da terceira vez já fica meio estranho?

Saturday, May 26, 2012

Eu queria que fosse que nem nos filmes: choro, sorvete no dia seguinte e que no final de semana já estivesse tudo certo.

Não aprofundes o teu tédio.
Não te entregues à mágoa vã.
O próprio tempo é o bom remédio:
bebe a delícia da manhã.
Manuel Bandeira (via Rens)
Friday, May 25, 2012

É, rapaz.

Outra coisa positiva na expressão “a fila anda” é que ela nos põe de frente com um aspecto inevitável da realidade: a transitoriedade de boa parte das relações. A depender da nossa idade ou do meio em que a gente vive, a fila vai andar mesmo, o tempo todo, goste-se ou não. Faz parte. Quando a gente é adolescente, acha que o primeiro amor vai durar a vida toda. Não dura. O mesmo acontece na juventude. A gente se apaixona, se desapaixona, dispensa, é dispensado, sofre, faz sofrer. A fila anda da mesma forma que a vida anda – até que algo importante a faça parar. O que há de errado nisso? Nada. 

Mas há na nossa cultura sentimental um componente masoquista que não combina com a simplicidade da fila que anda. Temos a expectativa equivocada de que todas as emoções serão eternas. Quando as coisas acabam, nos despedaçamos. Em vez de olhar para frente e tentar recomeçar, nos achamos no direito de empacar, insistir, implorar, perseguir. Temos a vocação do melodrama. A dor inevitável das rupturas é ampliada pela sensação de injustiça. Nos achamos vítimas do outro, e há um prazer medonho em sentir-se assim.

Tem gente que acha isso natural, eu acho que é aprendido. Acho que de alguma forma dizemos para as nossas crianças que amor é para sempre e que o fim de uma paixão equivale ao fim do mundo. As músicas dizem isso, as novelas sugerem isso. Há uma indústria cultural gigantesca que se alimenta da dor de cotovelo e da sensação de abandono. A troca de parceiros e a experimentação da juventude, que poderiam ser celebradas como bons momentos da vida, viram uma preparação angustiada para o compromisso, a busca apressada do verdadeiro amor, um breve período de promiscuidade que antecede a escolha definitiva.

(…)

Quando se considera isso tudo, não acho tão ruim dizer que “a fila anda”. A expressão pode denotar frieza e desrespeito pelos outros. Pode ser sinônimo de uma atitude egoísta e utilitária. Mas pode, também, sinalizar uma percepção saudável e corajosa das relações humanas. A fila anda, a gente avança, lá na frente descobre coisas melhores. Sempre de cabeça erguida. Melhor do que ficar choramingando, né?

(Source: revistaepoca.globo.com)

Wednesday, May 23, 2012

O amor é um cão dos diabos

Ah, Bukowski. Agora tudo faz sentido.

Tuesday, May 22, 2012

e m p t i n e s s

pior dia de 2012 até agora: 22 de Maio.

Hoarder emocional

É impressionante como eu guardo as coisas. Não no sentido material. Apesar de que eu também guardo muitas coisas, mas não ao ponto de ser considerado doença. Até porque eventualmente eu consigo me desfazer delas.

O fato é que eu não consigo me desfazer do que eu tenho guardado dentro de mim. Tudo que já me foi dito de ruim, o que eu deveria ter respondido, situações que eu aceito calada, emoções que nunca chegam a ser verbalizadas. E por que raios eu não consigo por pra fora? Acho que eu sou covarde demais pra isso.

Medo de não me levarem a sério. De que o que eu sinto ser só paranóia. E aí? Aí que quem se ferra no final desse ciclo sou eu mesma. Porque vai chegar uma hora que eu vou transbordar. Não é possível. Não é nem saudável ficar guardando tudo isso. E sinceramente, acho que algumas coisas já estão transbordando. Mesmo que eu não queira. Os momentos de conversas intensas com meu carro me acalmam momentaneamente, mas não é suficiente, infelizmente.

Sei lá. Ao mesmo tempo que eu não quero deixar tudo sair, também não quero me transformar em uma velha rancorosa que vive com 50 gatos em uma casa. Lembrando que eu sou alérgica a gatos, seria horrível mesmo.